Elenco da Seleção da Argentina 2022

Na edição de 2022, disputada no Catar, a Seleção da Argentina foi campeã da Copa do Mundo pela terceira vez na sua história, portanto, se tornando uma tricampeã. A adversária na final foi a França, que era a atual campeã, e o troféu foi decidido com emoção.
Elenco da Seleção Argentina de 2022
Goleiros
- Emiliano Martínez
- Franco Armani
- Gerónimo Rulli
Laterais direitos
- Gonzalo Montiel
- Nahuel Molina
Zagueiros
- Cristian Romero
- Lisandro Martínez
- Nicolás Otamendi
- Juan Foyth
- Germán Pezzella
Laterais esquerdos
- Nicolás Tagliafico
- Marcos Acuña
Volantes
- Enzo Fernández
- Rodrigo de Paul
- Leandro Paredes
- Guido Rodríguez
Meias
- Alexis Mac Allister
- Exequiel Palacios
- Thiago Almada
- Papu Gómez
Atacantes
- Lionel Messi
- Lautaro Martínez
- Ángel Di María
- Paulo Dybala
- Julián Álvarez
- Nicolás González
Técnico
- Lionel Scaloni
A CAMPANHA
A Seleção da Argentina chegou à Copa do Mundo 2022 como postulante ao título e não à toa. Os Hermanos fizeram um excelente ciclo de Mundial com direito a ótima campanha nas Eliminatórias da América do Sul e conquista da Copa América.
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AMARGO EM 2018
Na ocasião, os argentinos disputaram o torneio pela 18ª vez na história. As únicas edições em que não estiveram foram em 1938, 1950, 1954 e 1970. A Argentina se sagrou campeã duas vezes, em 1978 e 1986, e foi vice-campeã em 1930, 1990 e 2014.
Na edição passada, em 2018, a Albiceleste fez uma campanha negativa. A princípio, passou sufoco para sair da fase de grupos, se classificando em 2º na Chave D, com quatro pontos, atrás de Croácia, com nove, e à frente de Nigéria e Islândia, com três e um, respectivamente. A Seleção da Argentina chegou às oitavas de final, só que caiu para a França (4 a 3), que viria a ser campeã.
Mudanças
O ciclo de Copa do Mundo argentino foi quase perfeito e muito disso se deve a Lionel Scaloni. O técnico foi assistente de Jorge Sampaoli em 2018 e após a demissão dele assumiu o comando como aposta. Inicialmente, Scaloni era interino, mas conquistou a confiança com ótimos resultados e foi efetivado no cargo. A última derrota da Argentina antes do Mundial do Catar ocorreu em 2 de julho de 2019, ou seja, mais de três anos de invencibilidade
No último revés, os Hermanos foram superado pelo Brasil (2 a 0) na semifinal da Copa América. A Seleção Brasileira viria a ser vencedora do torneio. De volta à Argentina, depois disso, foram mais de 30 jogos sem derrota, uma das maiores séries invicta de uma seleção na história.
Virada de chave
Em 2021, a Copa América foi disputada em solo brasileiro, assim como 2019. A Seleção Argentina novamente realizou uma grande campanha, mas desta vez foi à final e o adversário foi justamente o Brasil. Em pleno Maracanã, os argentinos venceram com gol de Ángel Di María (1 a 0), foram campeões e quebraram um jejum de 28 anos sem título.
Com a conquista, a Albiceleste ainda disputou a Finalíssima contra a Itália, uma competição organizada por Conmebol e UEFA onde se enfrentam as seleções que ganharam a Copa América e a Eurocopa. Sem dar nenhuma chance à Seleção Italiana, os argentinos venceram (3 a 0) e ficaram com o troféu. Vale ressaltar que a “Azzurra” não se classificou à Copa do Mundo de 2022, a segunda edição consecutiva.
Voando nas eliminatórias
A “La Sacaloneta”, como ficou conhecida a equipe argentina, em referência ao técnico, também se deu muito bem nas Eliminatórias da América do Sul. Os Hermanos se classificaram ao Mundial com a 2ª colocação, somando 39 pontos, com 11 vitórias, seis empates e nenhuma derrota, 27 gols feitos e apenas oito sofridos, um aproveitamento de 76.5%.
Os argentinos ficaram atrás somente da Seleção Brasileira, que liderou as Eliminatórias com 45 pontos. Na Copa do Mundo, a Argentina ficou no Grupo C, com Arábia Saudita, México e Polônia e era grande favorita para avançar na primeira colocação. Para isso contou com o talento de grandes craques como Lionel Messi, Ángel Di María e Lautaro Martínez. Inclusive, poderia ser o último Mundial do Camisa 10, que estava com 35 anos.
Copa do Mundo
A estreia da Albiceleste no torneio, porém, assustou os torcedores. Diante da Arábia Saudita, os Hermanos perderam de virada (1 a 2). Com isso, muito se questionou se os sul-americanos sequer avançariam ao mata-mata. Porém, o revés foi apenas um pequeno acidente de percurso já que, nas duas rodadas seguintes, venceu México (2 a 0) e Polônia (0 a 2), somou seis pontos e se classificou em 1º na chave.
Completaram a chave poloneses (quatro pontos), mexicanos (quatro pontos) e sauditas (três pontos). Nas oitavas de final, a Seleção da Argentina teve dificuldade, mas superou a Austrália (2 a 1). nas quartas de final, a equipe argentina encarou a Holanda e empatou no tempo normal (2 a 2). Com isso, a classificação foi decidida nos pênaltis, com êxito dos sul-americanos (3 a 4). Na semifinal, esperava-se um histórico Brasil x Argentina.
O clássico não aconteceu por causa da inesperada eliminação brasileira para a Croácia. A seleção europeia, portanto, foi a adversária da Albiceleste, mas não chegou a dar muito trabalho. Os Hermanos venceram com autoridade e se garantiram na finalíssima da Copa do Mundo para encarar a França, que na outra semifinal superou a surpresa Marrocos.
No reencontro entre europeus e sul-americanos, quatro anos depois, ocorreu uma decisão histórica, com muitos gols (3 a 3), que acabou nas penalidades, com a Seleção Argentina campeã (4 a 2) pela terceira vez na história. Nem a atuação inesquecível de Kylian Mbappé, que anotou três gols, evitou Lionel Messi de vencer a Copa do Mundo de forma inédita.