Jogadores que não foram campeões mas fizeram história na Copa do Mundo

É natural que os campeões sejam mais vezes lembrados seja em Copas do Mundo ou em qualquer outra competição. Pelé, Maradona, Mané Garrincha, Ronaldo Fenômeno e outros se encaixam nesse quesito.
+ Quem tem mais títulos de Copa do Mundo? Ranking completo
Por outro lado, existem sempre as exceções, os que ficam marcados para sempre mesmo sem terem levantado o troféu mais cobiçado do planeta. O caso mais notável é o de Johan Cruyff, lenda histórica do futebol mundial.
Johan Cruyff
O gênio foi o principal nome da revolucionária Laranja Mecânica da Seleção Holandesa, que em 1974 encantou o planeta com um estilo ousado em que os jogadores não guardavam posição, com muita movimentação.
Foram 3 gols e 3 assistências do meio-campista naquela edição, que acabou com o vice-campeonato para a anfitriã Alemanha. Cruyff não voltou a jogar uma Copa do Mundo e, depois de aposentado, também se tornou um ótimo técnico.
Just Fontaine
Embora não tão lembrado quanto o holandês, Just Fontaine é um nome que não pode faltar quando se fala em estatística. O atacante é simplesmente o maior artilheiro de uma única edição de Copa do Mundo quando em 1958, na Suécia, balançou as redes 13 vezes em 6 partidas.
Com a lenda, a Seleção da França fez uma excelente campanha e terminou na 3ª colocação, eliminada pela Seleção Brasileira na semifinal. Fontaine, no entanto, não teve a chance de disputar outro Mundial por uma lesão que o fiz se aposentar com apenas 28 anos, antes da edição de 1962.
Ademir de Menezes
Ídolo do Vasco da Gama, Ademir de Menezes foi um dos grandes atacantes da história do futebol brasileiro, mesmo que não seja tão lembrado quanto mereça. A lenda foi um dos principais nomes da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1958, a primeira em solo brasileiro.
O “Queixada” marcou nada menos que 9 gols em 6 partidas naquela edição, sendo protagonista da campanha de goleadas da Amarelinha. Entretanto, o atacante, assim como seus companheiros, acabou ofuscado com a derrota na final para o Uruguai, eternizado como “Maracanazo”.
Leônidas da Silva
Apelidado de “Diamante Negro”, Leônidas da Silva foi o primeiro brasileiro a ser artilheiro de uma Copa do Mundo, o que aconteceu na edição de 1938, na França. A lenda marcou 7 gols em somente 4 partidas disputadas.
Leônidas, com o desempenho acima da média, também venceu o prêmio de craque daquele Mundial. O brasileiro também ficou marcado por ter feito gol descalço, na vitória por 5 a 4 contra a Polônia, e por ter conduzido o Brasil ao 3º lugar.
Guillermo Stábile
Falando em artilheiro, o primeiro de todos não pode ser esquecido. Guillermo Stábile venceu a chuteira de ouro da primeira Copa do Mundo, disputada em 1930, no Uruguai. O craque conduziu a Seleção da Argentina com 8 gols em 5 jogos ao vice-campeonato. A anfitriã venceu os argentinos na finalíssima.
Oliver Kahn
Vice-campeão diante do Brasil, Oliver Kahn fez uma Copa do Mundo quase impecável em 2002, com exceção da final. O goleiro, também capitão, foi o grande nome da ótima campanha da Seleção da Alemanha naquela edição.
+ Além do 7 x 1: as maiores goleadas da Copa do Mundo
O arqueiro, até a decisão, havia sofrido apenas 1 gol em 6 partidas, que saiu no empate em 1 a 1 com a Irlanda. Foram mais de 500 minutos com a meta invicta. Com o desempenho, Kahn foi o primeiro goleiro a vencer o prêmio de craque da Copa.
Ferenc Puskás
Principal jogador histórico da Hungria, Ferenc Puskás foi o líder técnico da maior geração húngara de todos os tempos, que venceu os Jogos Olímpicos de 1952 e foi vice-campeã da Copa do Mundo de 1954, disputada na Suíça.
O craque anotou 4 gols em 3 partidas na campanha, participando de forma ativa na campanha da seleção europeia. Puskás, mais tarde, também ficou marcado por vestir a camisa de outra seleção, da Espanha, no Mundial de 1962.
Roberto Baggio
O caso de Roberto Baggio é um pouco diferente dos outros, já que não ficou de forma positiva, com o pênalti perdido na final da Copa do Mundo de 1994, no Estados Unidos, no tetracampeonato da Seleção Brasileira. O que vale o destaque é a forma como manteve o respeito da torcida italiana.
Diferente de outros casos traumáticos, como o goleiro brasileiro Barbosa no Mundial de 50, o atacante continua bem aceito, um reconhecimento pelo que fez por toda a carreira. Naquela edição, Baggio marcou 5 gols em 7 partidas.
Luka Modric
Outro vice-campeão, Luka Modric encarou um contexto diferente na Copa de 2018, disputada na Rússia. O craque comandou a Seleção da Croácia ao inédito segundo lugar no torneio, derrotada na final pela França por 5 a 2.
Modric marcou dois gols e deu 1 assistência em 7 jogos do Mundial. Na edição seguinte, no Catar, mais veterano, o meio-campista também foi um dos nomes na campanha do 3º lugar, com direito a eliminar o Brasil nas quartas de final.
Essam El-Hadary
Essam Kamal Tawfik El-Hadary, ou simplesmente Essam El-Hadary, entrou para a história das Copas do Mundo quando, na edição de 2018, na Rússia, se tornou o goleiro mais velho a ser convocado e entrar em campo, com 45 anos e 5 meses.
+ Os 10 maiores artilheiros da Copa do Mundo
Reserva de Al-Shenawi nas duas primeiras rodadas, nas derrotas para Rússia e Uruguai, o veterano foi homenageado com a titularidade e a faixa de capitão da Seleção do Egito na terceira rodada da fase de grupos, no revés para a Arábia Saudita.